Dia da semana: segunda, terça, quarta e quinta -feira.
Cor: vermelho e branco
Número de axés: 08, 12, 16, 88.
Comidas: batata doce frita, opeté (espécie de bolo) de batata doce, doce de batata, acarajé de feijão miúdo.
Guia: sete contas brancas e uma vermelha
Parte do corpo que Iansã rege: menina dos olhos e sistema digestivo
Ferramentas: punhal, aliança, diadema, taça e búzios.
Lugar de oferendas: mata, cemitério, encruzilhada e pedreira.
Quatro - pé: cabrita malhada, branco e preto (baia).
Peixe: pintado
Frutas: manga, maçã, pitanga.
Sobrenomes de Orixá: Niqué, Fomiqué, Timboa, Nidê, Nirê, Dê, Fanquê, Boci, Dinada, Miê, Demi, Insu, Egunita, Ladê, Talada, Bomí, Bossi, Tola, Duaê, Tuqué, Dirã
Flor: palma vermelha, rosas e cravos.
Características: rainha dos espíritos
Dia do ano: 04 de dezembro
Ervas: espada de Santa Bárbara, arruda e folha de pitangueira
Saudação: epaeio oiá
Apelido: rapariga
Animal de estimação: barata
Função: amor, amarração e demanda.
Santo que representa: Santa Bárbara.
Iansã ou Oiá. Deusa guerreira, divindade dos ventos, das tempestades, dos raios e dos redemoinhos.Mulher de sexualidade intensa e assumida, Esposa de Ogum e apaixonada por Xangô. Dona da aliança atua em todos os campos que envolvam o relacionamento amoroso, por isso é muito solicitada para resolver casos de união.Identifica-se com pessoas vaidosas e impetuosas, cuja velocidade de pensamento, a tagarelice e alegria são traços fortes. São pessoas muito animadas e felizes, pois fazem festa com tudo.
Tem um forte dom para a magia e uma incrível capacidade de adaptação. Os filhos de Iansã estão sempre apaixonados ou se apaixonando, pois este orixá é a regente dos sentimentos fortes e audaciosos.
Lendas
IANSÃ- DONA DO TETO OIÁ-IANSÃ
Oiá é a divindade dos ventos, das tempestades e do rio Níger que, em iorubá, chama-se Odò-Oya . Conta uma lenda que Xangô enviou-a em missão na terra dos baribas, a fim de buscar um preparado que, uma vez ingerido, lhe permitiria lançar fogo e chamas pela boca e pelo nariz. Oiá, desobede-cendo às instruções do esposo, experimentou esse prepara -do, tornando-se também capaz de cuspir fogo, para grande desgosto de Xangô, que desejava guardar só para si esse terrível poder. Oiá foi ao entanto, a única das mulheres de Xangô que, ao final do seu reinado, segui-o na sua fuga para Tapá. E, quando Xangô recolheu-se para debaixo da terra, em Kossô ela fez o mesmo em Irá.
IANSÃ- OGUM/ IANSÃ -XANGÔ
Antes de se tornar mulher de Xangô, Oiá tinha vivido com Ogum. A aparência do deus do ferro e dos ferreiros causou-lhe menos efeito que a elegância o garbo e o brilho do deus do trovão. Ela fugiu com Xangô, e Ogum, enfurecido, resolveu enfrentar seu rival; mas este último foi à procura de Olodumaré, o deus supremo, para lhe confessar que havia ofendido a Ogum. Olodumaré interveio junto ao amante traído e recomendou-lhe que perdoasse a afronta. E explicou-lhe: "Você, Ogum, é mais velho do que Xangô! Se, como mais velho, deseja preservar sua dignidade aos olhos de Xangô e aos dos outros orixás, você não deve se aborrecer nem brigar: deve renunciar a Oiá sem recriminações". Mas Ogum não foi sensível a esse apelo, dirigido aos sentimentos de indulgência. Não se resignou aos sentimen -tos de indulgência. Não se resignou tão calmamente assim, lançou-se à perseguição dos fugitivos e, trocou golpes de varas mágicas com a mulher infiel, que foi, então, dividida em nove partes. Este número 09, ligado a Oiá, está na origem de seu nome Iansã.
Uma outra indicação da origem desse nome nos é dada pela lenda da criação da roupa de Egúngún por Oiá. Roupas sob a quais, em certas circunstancias, os mortos de uma família volta a terra a fim de saudar seus descendentes. Oiá é o único orixá capaz de enfrentar e dominar os Egúngún. Oiá lamentava-se de não ter filhos. Esta triste situação era conseqüência da ignorância a respeito das suas proibições alimentares. Embora a carne de cabra lhe fosse recomendada, ela comia a de carneiro. Oiá consultou um babalaô, que lhe revelou seu erro, aconselhando-a a fazer oferendas, entre as quais deveria ser um tecido vermelho. Este pano, mais tarde, haveria de servir para confeccionar as vestimentas dos Egúngún. Tendo cumprido essa obrigação, Oiá tornou-se mãe de nove crianças, o que se exprime em iorubá pela frase: "Ìyá ommo mésàn", origem de seu nome Iansã.
IANSÃ BUFALO
"Ogum foi caçar na floresta. Colocando-se à espreita, percebeu um búfalo que vinha em sua direção. Preparava-se para matá-lo quando o animal, parando subitamente, retirou a sua pele. Uma linda mulher apareceu diante de seus olhos. Era Oiá-Iansã. Ela escondeu a pele num formigueiro e dirigiu-se ao mercado da cidade vizinha. Ogum apossou-se do despojo, escondendo-o no fundo de um depósito de milho, ao lado de sua casa, indo, em seguida, ao mercado fazer a corte à mulher-búfalo. Ele chegou a pedi-la em casamento, mas Oiá recusou inicialmente. Entretanto, ela acabou aceitando, quando de volta a floresta, não mais achou a sua pele. Oiá recomendou ao caçador a não contar a ninguém que, na realidade, ela era um animal. Viveram bem durante alguns anos. Ela teve nove crianças, o que provocou o ciúme das outras esposas de Ogum. Estas, porém, conseguiram descobrir o segredo da aparição da nova a mulher. Logo que o marido se ausentou, elas começaram a cantar: 'Máa je, máa mu, àwo re nbe nínú àká', 'Você pode beber e comer ( e exibir sua beleza), mas a sua pele está no depósito (você é um animal)'.Oiá compreendeu a alusão; encontrando a sua pele, vestiu-a e, voltando à forma de búfalo, matou as mulheres ciumentas. Em seguida, deixou os seus chifres com os filhos, dizendo: 'Em caso de necessidade, batam um contra o outro, e eu virei imediatamente em vosso socorro.' É por essa razão que chifres de búfalo são sempre colocados nos locais consagrados a Oiá-Iansã."